Flores, dias atás fui convidada por Lilá - Tudo Coisa Minha - diga-se de passagem: minha segunda casa - para escrever um texto sobre a evolução da beleza.Já foi postado no TCM, mas se vocês não tiveram oportunidade de ler, segue para vocês! Tem várias curiosidades bem interessantes também!
"Beleza… O que é realmente?
Segundo Wikipédia: Beleza se define sendo uma experiência, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que a experimenta. Suas formas são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para o processo.
Concordo. E ainda digo mais… A beleza é subjetiva, transitória e variada.
Hoje o que consideramos atraente em uma mulher ou homem, amanhã pode não ser mais. Tudo varia de acordo com a moda ‘do momento’, com a cultura e ainda com a percepção de quem observa e analisa.
Hoje, beleza está ligada a tendência e essa se modifica com extrema velocidade. Basta abrirmos uma revista de moda: Ontem, o que era super usual, hoje não é mais.
Tons de cabelo, penteados, maquiagem, unhas etc… Tudo evolui! Ás vezes o que já foi ‘tendência’ até volta, mas sempre com um ar de modernidade.
Hoje, vamos falar dos padrões de beleza feminina, e suas mudanças ao longo do tempo…
Na antiga Renascença, o padrão “gordinha” era o belo. Já na idade média, o belo era mulher de quadril largo. Digamos que nessa época não tinha muitas variedades de beleza.
Somente na década de 20 - conhecida como época da liberação da mulher - que esses padrões de beleza mudam um pouco. Surge o padrão clássico. A mulher começa a sair para o trabalho.
Aqui a maquiagem era de extrema importância para o mundo do cinema. Com os recursos precários esta era a única forma de modificação da aparência dos personagens, então a partir daí a make passa a ser de uso geral. A mulher usa para mostrar sua liberdade. Uma ótima representação deste tempo foi Greta Garbo.
Um pouco mais tarde o pardão é totalmente mudado, bonito agora é mulher magra, mais esguia. Junto com o ‘padrão magro’ surge também a beleza agressiva, sensual e alegre. Muito bem representado por Sophia Loren e Rita Hayworth.

Maquiagem e cabelo também acompanham a evolução da beleza. Os olhos já ganham mais evidência. No final dos anos 50 surgem outras mulheres que ainda seguem a tendência beleza agressiva, como Marilyn Monroe. Mas o padrão magro já cai por terra, bonito é ter curvas. A make aqui retrata a feminilidade através do uso do batom vermelho.

Já na década de 60 e 70 surge Brigitte Bardot que ainda acompanha a beleza agressiva e enfatiza ainda mais as curvas. Na maquiagem os olhos ficam mais expressivos e fortes e a boca já mais suave.

Ainda nos anos 60, o comércio de cosméticos passa a dar mais atenção para fabricação de embalagem e estojos, já que nesta época a make atinge por completo os jovens.
Já nos anos 70, a maquiagem ganha mais cor, marcada pela era Disco.
Na década de 80 surge o mundo das tops. Começa a se valorizar novamente os corpos mais esguios, mas não magros em excesso. Um tempo extremamente importante pela quantidade de tribos que começaram a surgir na sociedade e cada uma com seu código, com seu padrão de beleza.
Na década de 90 as cores e os brilhos perdem lugar para o pálido.
Mas a tatuagem por sua vez ganha cada vez mais espaço na moda.
A partir daí a beleza para de ter um padrão mais fixo. Ganham-se tendências, estilos.
Fragmentos de todas as décadas se misturam. Temos referências que nos servem de espelho. Tanto na moda quanto na maquiagem vemos a elegância do início do século XX, a delicadeza dos anos 60, a irreverência dos anos 80 e a apatia dos anos 90.
A cada dia novas criações, lançamentos surpreendentes para nos deixar cada vez mais com a auto-estima elevada.
Algumas curiosidades sobre o mundo da beleza:
Peeling, você acha que esse processo é novo? Não!
Desde 1886 praticavas se o descascamento da pele. Feito com ácidos e corrente elétrica. Ainda bem que o processo evoluiu… Ufa!
Na Grécia antiga uma lei proibia que as mulheres usassem batom antes do casamento.
Depois desta lei cair por terra o batom passou a ser usado somente por mulheres menos nobres. Alguns séculos depois o batom era coisa de mulher mal intencionada.
Em 1770, o produto foi novamente proibido, desta vez pelo parlamento inglês, por acharem que era um artifício para seduzir e manipular os homens.
Somente no século 19 o batom se tornou popular. Em 1921 apareceu pela primeira vez em tubo – vendido somente em Paris. E somente em 1930 o mercado do batom se espalhou pelo mundo todo.
Na década de 10 foi criado um creme chamado Nivea (pele de neve), o que causou uma grande revolução econômica, já que foi o primeiro creme que não custava caro.
O creme era composto de água e óleo, um tanto quanto estranho e gorduroso, mas era a única mistura capaz de neutralizar a evaporação da água da pele, segurando assim sua hidratação. E não se assustem se vocês já tiverem usado tal creme – esse ai do potinho azul!
As primeiras explorações no mundo da maquiagem foram com os tons rosas. Associado ao tom saudável da pele.
Os pós compactos não eram pós… Eram líquidos, ou cremosos ou ainda em folhas.
Só em 1914, foram fabricados os primeiros pós em caixinha de metal com espelho na tampa, como estamos familiarizadas.
Em 1914, o francês Bourjois foi o primeiro a ousar e fabricar o pó compacto em pó seco também em caixas de metal. O blush se tornou compacto também.
Lápis e batom foram ressaltados na maquiagem.
Em 1915, os batons começaram a ser comercializados na caixa de metal. E vieram também os primeiros estojos compactos que, além da maquiagem, vinham com creme e colírio.
A nossa amiga batata misturada com amêndoas era usada como creme de limpeza e creme clareador."
Uma coisa é fato, flores... Ainda bem que o tempo evoluiu para os cosméticos, né?! hehehe
Smacks!